Funcionários dos Correios ameaçam paralisar as atividades em São Luís

Funcionários dos Correios ameaçam paralisar as atividades em São Luís

As principais reivindicações da categoria são a falta de mão de obra e das condições inadequadas de trabalho.

Funcionários da Central de Tratamento de Cartas e Encomendas dos Correios de São Luís poderão entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 12 deste mês. É o que afirma o diretor de patrimônio do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Maranhão, Wilson Balde.

Segundo Balde, as principais reivindicações da categoria são a falta de mão de obra e das condições inadequadas de trabalho. Além disso, a categoria questiona sobre a demissão em massa que vem acontecendo na empresa. Apenas este ano, segundo o diretor, 200 funcionários já perderam o emprego.

Com a suspensão do serviço, as correspondências poderão sofrer atrasos nas unidades.

Fonte

Sindicatos criticam reestruturação dos Correios; governo nega que haja desmonte

Sindicatos criticam reestruturação dos Correios; governo nega que haja desmonte

Fonte: Agência Câmara Notícias
Reportagem: Karla Alessandra
Edição Opine: Guilherme Melo

Representantes de sindicatos dos trabalhadores dos Correios criticaram o processo de reestruturação da empresa, que tem levado à diminuição do quadro de funcionários. O assunto foi debatido nesta quinta-feira (17) em audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

Segundo o representante da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares, José Rivaldo da Silva, mesmo com as dificuldades, os trabalhadores da empresa vêm cumprindo suas funções e não devem ser penalizados. “Nós estamos pagando um preço muito grande, e esse preço não pode recair sobre os trabalhadores porque nós prestamos serviço”, declarou.

O presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios, José Aparecido Gandara, afirmou que é inadmissível que os trabalhadores tenham que “pagar a conta” dos Correios, com a diminuição da segurança nas agências, por exemplo.

“Se você tira o segurança armado, você tira a segurança, você deixa o empregado refém e a população refém. E agora tirou o banco, tirou o serviço que a gente presta à população e tem um contrato assinado com o Banco do Brasil. A determinação é de cima para baixo, ela não é ilegal, ela é imoral essa decisão da empresa porque, quando você faz um contrato, você engloba tudo: o que vai arrecadar, quanto vai gastar com segurança, qual é a segurança para a população”, afirmou.

Defesa da reestruturação
O presidente dos Correios, Guilherme Campos, rebateu as críticas de desmonte para a privatização, afirmando que a empresa passa por um processo de remodelação e de adequação à nova realidade.

“Os Correios precisam se reinventar e, em cima dessa constatação, [ocorrem] todas as ações para mudança do negócio, como a entrada cada vez maior dos Correios nas encomendas – os Correios são os maiores operadores de encomenda do e-commerce do Brasil. E a atividade de ser um balcão de atendimento do governo federal, tudo aquilo que possa ser potencializado pela nossa presença nacional e capilaridade”, declarou.

O autor do requerimento para a realização da audiência pública, deputado Aureo (SD-RJ), destacou a importância dos Correios para a população, principalmente nas localidades mais distantes.

“A gente está dialogando para encontrar caminhos de melhorar os serviços, de atender os trabalhadores, de salvar essa empresa que é orgulho nacional, essa marca tão forte que é a dos Correios”, disse o deputado.

Já o representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Rodrigues Brito, afirmou que é preciso que a população tenha seus direitos garantidos, principalmente em relação ao atendimento no caso de problemas com objetos transportados pela empresa.